O Museu Internacional de Arte Naïf do Brasil (MIAN) nasceu da coleção reunida por Lucien Finkelstein ao longo de mais de quatro décadas.

Inaugurado em outubro de 1995, o MIAN ocupava um casarão no Cosme Velho, no Rio de Janeiro, próximo ao Trem do Cristo Redentor. Ali, a coleção particular de Lucien transformou-se em uma instituição aberta ao público e dedicada à preservação, à pesquisa e à divulgação da arte naïf.

Considerado a maior referência do gênero naïf no mundo, o museu reunia cerca de 6 mil obras de artistas brasileiros e estrangeiros, representando aproximadamente 120 países. O conjunto atravessava diferentes épocas, territórios e modos de criação, reunindo desde artistas consagrados até autores pouco conhecidos ou ainda ausentes das narrativas tradicionais da história da arte.

MIAN - Foto: Agencia O Globo/ Divulgação
Foto: Trip Advisor/Elgislene F.
Foto: Ana Branco/Agencia O Globo
O MIAN revelou uma multiplicidade de mundos, principalmente Brasileiros. Paisagens, festas populares, cenas religiosas, cidades, trabalhos, afetos e acontecimentos cotidianos surgiam nas obras por meio de linguagens profundamente pessoais, frequentemente desenvolvidas fora dos circuitos acadêmicos. Para Lucien, o valor desses artistas não dependia de formação, prestígio ou pertencimento a uma escola, mas da singularidade de suas criações.

Ao longo de sua trajetória, o museu realizou exposições permanentes e temporárias, publicou livros e catálogos, recebeu pesquisadores e desenvolveu visitas mediadas, oficinas e projetos educativos voltados a crianças, escolas e famílias.

Depois de mais de vinte anos de atividade, o museu fechou definitivamente suas portas em dezembro de 2016. Seu legado, no entanto, permanece vivo nas obras preservadas, nas instituições que receberam parte de seu acervo* e na trajetória dos artistas que Lucien Finkelstein e o MIAN ajudaram a reconhecer, documentar e apresentar ao público.





*Obras pertencentes à extinta Fundação Lucien Finkelstein, reconhecidas como patrimônio público, foram destinadas a outras instituições culturais no estado do Rio de Janeiro, entre elas o Museu do Pontal e o Museu Histórico Nacional.


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