Nascido em Paris dia 18 de agosto de 1931.

Lucien gostava de torrar no sol, jogar volley de praia e estar rodeado de gente. Colecionava de tudo: leões de todo o tipo (era o seu signo), livros de vários gêneros, lenços, e é claro, arte.

Veio da França para o Brasil em 1948 após a Segunda Guerra Mundial. Chegou no Rio com dezesseis anos e re-começou a vida, construiu sua família e se tornou joalheiro.

Estabeleceu-se como joalheiro por conta própria, sem sócio nem capital, mas com autoconfiança e determinação. O objetivo de Lucien não era apenas atrair clientes e vender joias. Sua verdadeira prioridade era criar joias e lançar sua própria marca. Sonhava em ser o melhor. E foi reconhecido como o primeiro joalheiro-criador do Brasil.

Em 1965, Lucien inaugurou sua loja na Avenida Atlântica, com uma suntuosa exposição de joias do joalheiro francês Boucheron, tornando-se seu representante exclusivo no Brasil. Nas décadas de 1960 e 1970, abriu lojas nas duas maiores cidades do Brasil e escritórios nos quatro cantos do país.

Criou joias exclusivas em parceria com dois renomados pintores brasileiros, Aldemir Martins e Emiliano Di Cavalcanti, e com o mestre equatoriano Oswaldo Guayasamín.

Ele queria retribuir ao país e ao povo que o receberam de braços abertos, e a arte foi a sua via. A partir de 1985, Lucien passou a se dedicar à sua outra grande paixão: a Arte Naïf.

Criou a Fundação Lucien Finkelstein e inaugurou o Museu Internacional de Arte Naïf do Brasil em 1995, reunindo sua coleção particular.

Lucien colecionava quadros por paixão, mas sua relação com os artistas ia muito além de comprar suas obras. Tornou-se amigo de muitos deles e a outros garantiu uma renda mensal em troca do que produziam, dando-lhes estabilidade e liberdade para continuar criando.

Lucien Finkelstein faleceu em 2008, no Rio de Janeiro.





Lucien Finkelstein
88   Lia Miittarakis    Lucien
Livro Rio de Janeiro Naif  Lucien Finkelstein e Mariza  Campos
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